Sempre que falo sobre Consultoria de Imagem por aqui, tento trazer essa ideia de que aquela Cartilha dos 7 Estilos Universais não trata de regras restritas e imutáveis. Apenas um guia para auxiliar na busca pelo Estilo Pessoal, em que você se identifica com alguns símbolos que representam aqueles, quase sempre, 2 ou mais Estilos. E, a partir disso, consegue criar novas formas de se expressar visualmente ou aperfeiçoar sua Imagem de forma mais coerente à mensagem que você quer transmitir.
Além de ser uma ferramenta muito útil para otimização de guarda-roupa, pra versatilidade das peças, consumo sustentável e, quem sabe, ajudar na mudança da mentalidade do descarte de roupas, economia de dinheiro e do Meio Ambiente.
Claro, acho importante fazer essa avaliação com base nos 7 Estilos Universais, mas apenas como um ponto de partida. Saber por quais símbolos de expressão começar a trabalhar, observar os gostos dos clientes, aquilo que dialoga com seu guarda-roupa e hábitos do cotidiano. E, enfim, chegar na melhor parte que é incentivá-los na busca pelo seu próprio estilo, com confiança e tranquilidade em suas escolhas, cores e combinações.
Fica muito mais divertido do que as regras do “Certo x Errado” “Elegante x Cara de Pobre”…não fica?!
Ilustrando essa história, trouxe o look que usei no Congresso de Design e Moda do mês passado.

Se pensarmos nos principais elementos podemos associá-lo melhor ao Estilo Sexy Casual ~em uma interpretação mais ampla dos Estilos~: roupas justas no corpo, fenda, decote do top, batom vermelho. O Casual fica por conta da camisa social estampada oversized como terceira peça. O Dramático Moderno podemos ver nos acessórios: colar grande tipo “ouro envelhecido”, alargador azul, anéis grandes de pedra, sapato tipo tratorado, talvez até texturas da saia e top.
Agora, falando sobre as peças, podemos também entender sobre o Estilo Pessoal na forma de consumo, nas escolhas de compra e inspiração.
O Top, na verdade, é uma saia de malha que fica muito curta e justa, então resolvi usar como blusa. Têm muitos anos no meu guarda-roupa, não faço ideia de onde comprei, mas ressignifiquei e faz total sentido para meu estilo atual. Em termos de modelagem e ajuste podemos ver que não está ideal, afinal é uma saia, então não encaixa perfeitamente. Posso até ajustá-la depois, mas por enquanto fiz as pazes com esse pequeno desajuste.
A camisa social é “masculina”, gosto muito dessa mistura, não sei se poderia interpratá-lo como um look hi-low porque a estampa já traz um ar mais casual e top/saia não chegam totalmente ao status de sofisticado, mas talvez. Comprei a camisa em um brechó de uma loja de skate local.
A saia de veludo molhado com fenda lateral comprei por simbólico R$1 na feira sustentável do Movimento Reclô, que participei também como expositora. Preciso trocar o elástico da cintura. E me pergunto como demorei tanto tempo pra comprar/fazer uma peça como essa.
Agora, podemos entender um pouco mais sobre estilo pelas escolhas de consumo. Por limitações financeiras e por questão de princípios, faz tempo que faço minhas roupas ou compro em brechós e bazares. Houve um breve tempo em que consumi mais de Fast Fashions, mas não foi satisfatório. Precisei recorrer a meios mais criativos e alternativos. Quanto à tendências efêmeras, nunca aderi muito a nada, menos ainda quando passei a trabalhar com Moda. Mas dizer que estou alheia às macrotendências de moda, aquelas que marcam períodos da história ou movimentos importantes, não poderia. Enfim, a complexidade e beleza do Estilo Pessoal.
Agora, me conta aqui nos comentários o que pensa sobre tudo isso.


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